Black Hat SEO: quando não se sabe brincar

Quando se fala em otimização de sites, muitas pessoas pensam logo que é levar rapidamente uma URL à primeira posição da SERP, a qualquer custo. E começam a usar técnicar não muito legais, antiéticas (acho que ficou assim depois da reforma ortográfica) e que enganam o usuário e os bots. Essas técnicas são chamadas Black Hat SEO.

black hat Black Hat SEO: quando não se sabe brincar

É interessante conhecer essas formas de trapaceio para poder evitá-las nas suas URL e alertar as pessoas que possam estar fazendo isso – afinal de contas, os buscadores punem quem utiliza essas práticas e nem todos usam Black Hat intencionalmente. A falta de conhecimento pode levar algumas pessoas a aplicarem medidas não-aceitas pelos mecanismos de busca, e serem punidas sem nem saber ao certo o porquê.

Então, nada de aplicar essas medidas, já que elas são tão condenadas. Pode parecer legal e interessante ter resultado a curto prazo, mas rapidamente ele se perderá, pois os buscadores podem excluir sua URL ou fazer com que você perca posições.

Algumas práticas Black Hat SEO

Keyword Stuffing: uso repetitivo das palavras-chave em um texto ou em meta tags, ou colocar palavras-chave que não fazem parte do contexto da página, apenas pra atrair visitantes.

Textos invisíveis: esse é o que eu mais odeio. É quando é colocando na página um texto com a mesma cor do fundo da página. Esse texto não é lido pelos visitiantes “comuns”, mas é lido pelos bots e por usuários que usam leitor de tela. Na maioria das vezes, são textos que não tem nada a ver com o assunto que está sendo tratado na página.

Cloaking e doorway page: são mais ou menos a mesma coisa – exibem um conteúdo para os robôs dos buscadores e outro conteúdo para as pessoas. Essa é a técnica mais burra de todas. O usuário digita a palavra-chave na busca, e na esperança de ter achado o conteúdo que precisa, clica e é direcionado para uma página diferente da que pensou que fosse. Deve ficar menos de 30 segundos e sair fora. Aumenta o número de visitantes e só. Grande coisa.

Link farm: uma das técnicas que as pessoas mais podem achar que não faz mal nenhum, mas já foi usado de forma prejudicial. A troca de links em sites não é bem vista pelos mecanismos de busca. Existem pessoas Black Hat que criam páginas somente com links, e esses links apontam uns para os outros, criando assim popularidade artificial para esses sites. Se um página é muito citada, os buscadores concluem que essa página é confiável – e isso é simulado pelo link farm. Acontece que as pessoas trocam links o tempo todo na web – e isso pode ser interpretado como link farm e todos podem ser punidos.

Over-Submitting: no desespero de ser indexado, algumas pessoas cadastram as URLs em inúmeros lugares, para ter links apontando para o site o mais rápido possível. Mas cuidado, isso pode ser considerado spam.

Seja dedo-duro.

Quando um site concorrente está na sua frente no posicionamento de um buscador, mas está jogando limpo, tudo que podemos fazer é respeitá-lo e tentar ultrapassá-lo lealmente. Agora, quando alguém fica melhor posicionado trapaceando, temos que esquecer nossos pais nos falando que dedurar os coleguinhas é uma coisa feia e ir contar para o mecanismo de busca que ele não está jogando de acordo com as regras.

Contando para o Google: http://www.google.com/contact/spamreport.html

Contando para o Yanoo!: add.yahoo.com/fast/help/us/ysearch/cgi_reportsearchspam

É preciso denunciar sempre que identificar uma página dessas, para que o cerco se feche contra os Black Hat. Se não sabe brincar, que não desçam para o play.

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Arquivado em SEO, no dia 31/1/2009

Um Trackback

  1. [...] Vamos então falar um pouquinho de SEO? Tenho duas diquinhas de matérias bem legais: a Revista W nº 105 fala sore os buscadores do futuro e o que tem de novo em termos de busca de informações. Já a TIdigital nº 2 tá com uma matéria bem legal de SEO para iniciantes – portanto, se você está começando a estudar o assunto, corre pra ler que tá bem legal. Ela fala ainda sobre Blackhat. [...]

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