Por que testes com usuários são importantes para SEOs?

Se tem uma coisa que eu adoro é observar as pessoas usando artefatos tecnológicos; desde iPhones até caixas eletrônicos, ver pessoas usando esses dispositivos eletrônicos é muito bom para entender o que as pessoas esperam de cada um deles.

Muita gente pode pensar “mas o que isso tem a ver com SEO?”. Bom, SEO é conversão e a conversão depende do usuário, então, tem tudo a ver. Se soubermos como os usuários utilizam as interfaces e o que esperam delas, saberemos o que é preciso para que eles façam o que nós queremos naquela página.

Realizar testes com usuários é importante para saber como eles se comportam nas páginas de um site. Entender os padrões de navegação de pessoas com diferentes níveis de experiência na internet faz com que entendamos os atalhos e estratégias usados pelas pessoas quando algo não acontece como elas esperavam e saibamos o que fazer para que o usuário não abandone a página sem concluir a tarefa.

Como realizar os testes

Testes com usuários não é algo caro nem complexo como se pensa. É possível fazer testes simples com pessoas conhecidas. O importante é prestar atenção em como as perguntas são feitas e como as tarefas são propostas. Elas têm que ser formuladas para não influenciar o usuário.

Algo importante a ressaltar para a pessoa que irá te ajudar no teste é que não é ela que está sendo avaliada; o que está sendo testado é o site, ela será a testadora. A pessoa que faz as perguntas é chamada de moderadora, e sua função é apenas indicar as tarefas que precisam ser feitas.

Também é importante lembrar que nem sempre o que o testador diz é o que ele faz ou pensa. Mais importante do que o que ele fala, é o que ele faz durante a execução das tarefas. Ele pode dizer que determinada tarefa é fácil e não conseguir realizá-la. Portanto, é necessário prestar atenção em todos os movimentos e reações do usuário.

Quantos testadores utilizar?

Existe uma série de estudos para calcular qual o número perfeito de testadores, que fica entre 10 e 20 pessoas. Mas o meu conselho é que um teste é melhor do que nenhum. Então, se você puder fazer apenas 3 testes, por exemplo, faça-os. Com certeza conseguirá identificar erros e acertos na interface e poderá deixar as páginas do site com mais chances de conversão.

Tenho certeza que depois do primeiro teste, você, caro leitor, ficará tão viciado em testes de usabilidade quanto eu.

Arquivado em Usabilidade e Arquitetura de Informação, no dia 29/8/2010

Esse tal de conteúdo

Desde de Jakob Nielsen, todo mundo – eu incluída – fala insistentemente “conteúdo é rei”, que um conteúdo único é importante e que páginas com conteúdo repetido não são tão legais assim. Mas um monte de gente tem muitas dúvidas sobre o que, afinal de contas, pode ser classificado como conteúdo.

Simplificando as coisas: conteúdo é tudo aquilo que está entre as tags html e /html. Quer dizer, é tudo que os robôs dos buscadores vão ler. Independente de ser topo, menu, rodapé, barra lateral, tabela, imagem ou bloco de texto. Para o robô é tudo conteúdo.

Conteúdo repetido

Então, se todo o código HTML é considerado conteúdo, as páginas de um site que apresenta a mesma estrutura, onde só muda o texto ali no meio, pode ser considerado conteúdo? Pode.

Por isso que quanto mais texto em uma página, melhor: será ele que vai diferenciar – junto com as imagens, vídeos e outros elementos – aquela página das outras para o buscador. Além, é claro, de aumentar a densidade das palavras-chave e oferecer informações o suficiente para convencer aqueles visitantes mais desconfiados e os levarem à conversão, essa outra desconhecida.

Arquivado em Conceitos, no dia 08/8/2010

Searchlabs 2010

Não sei quando foi que eu percebi isso, mas todo evento de SEO tem uma coisa que outros eventos não têm. Mesmo quando acontece alguma adversidade, o povo continua lá. Um exemplo foi o UaiSEO. Fez um calor insuportável, faltou conforto, faltou tomadas, e o pessoal lá, firme, forte e sorridente.

Contei essa história para dizer que esse primeiro Search Labs também teve lá suas adversidades: faltou água no segundo dia, algumas salas estavam com o ar desligado, mas o povo firme, forte e sorridente estava todo lá, com suas forças, firmezas, sorrisos e ideias.

E é isso que importa, no final das contas. Poder ver muitas das pessoas que me influenciaram (e influenciam) e participaram da minha formação profissional de alguma forma. Ouvir o que todos têm a dizer. Conhecer pessoas novas. Chegar em casa com caramiolas na cabeça. O Search Labs nos proporcionou tudo isso ontem e hoje. Então posso dizer: foi um grande evento. E valeu a pena.

Arquivado em Eventos de Search, no dia 30/7/2010

Everybody Loves Link Building

Não é segredo para ninguém que link building faz os olhinhos dos SEOs de todo o mundo brilharem. Também não é pra menos: uma linkagem bem feita faz um site ganhar relevância. Só que não é de hoje que essa estratégia – técnica, ferramenta, coisa, como chamar? – vem sendo um tanto quanto supervalorizada.

Veja bem, não estou falando que ela não funciona. Funciona sim, e até muito bem. Já pude comprovar a força do link building e foi tudo muito incrível, obrigada. Acontece que tem um pequeno fator que às vezes é esquecido: o conteúdo.

Pode parecer óbvio, mas não custa repetir. Um bom conteúdo faz milagres, de verdade. Isso eu também pude comprovar, e posso dizer que uma coisa acaba levando a outra. Um conteúdo lindinho e arrumadinho acaba ajudando a criar uma linkagem muito mais incrível que qualquer outra, já que grande parte do esforço acaba não sendo seu.

O esforço maior, nesse caso, é o conteúdo, e é aí que se concentra a maior dificuldade. Criar conteúdo de qualidade é mais difícil do que parece. Escrever para a web é mais complexo do que a gente pensa. Não se pode escrever para os robôs dos buscadores e esquecer das pessoas que vão acabar entrando naquela página e achando tudo muito chato.

Trabalhar com SEO é lidar com bots e algoritmos e códigos e métricas, mas a gente tem que ser um pouco sentimental e cafona às vezes e lembrar o porquê de tudo isso existir. Nós ajudamos as pessoas a encontrar coisas legais na internet, que resolvam os problemas delas e deixem a vida de cada uma delas mais fácil. Trabalhar com SEO é, acima de tudo, acreditar no conteúdo que estamos promovendo.

Claro que o conteúdo não faz nada sozinho. Um bom posicionamento é uma combinação de muitos outros fatores. Eu só estou dizendo que entre link building e conteúdo, eu escolho conteúdo. Mil vezes.

Arquivado em Dicas de SEO, no dia 21/7/2010

Livro Guerreiro SEO

Mais um livro de SEO traduzido para o português: o Guerreiro SEO, do John I. Jerkovic.

Ele é um livro bem técnico, com códigos em PHP, pedaços de arquivos .htaccess, e scripts XML pulando em quase todas as 500 e poucas páginas. Para leitores com pouca experiência em programação, isso talvez assuste um pouco. Mas ele é extremamente didático: o capítulo 7, que fala de Google Webmasters Tools e Google Analytics, é muito incrível para quem está começando. O autor fala das principais funções das ferramentas de um jeito que deixa tudo bem fácil.

Não se deixem enganar, porém, com os termos e expressões utilizados. Assim como toda a tradução, essa edição também utiliza alguns termos diferentes do que estamos acostumados a ver em artigos, discussões de fórum e eventos por aí. Então eu recomendo ter um pouco de experiência para poder ler tudo que o livro oferece sem maiores prejuízos na construção dos nomes e conceitos aí no seu mapa mental.

Para um bom começo e familiarização com os nomes e tudo mais, recomendo um livro original em português, como o do Paulo Teixeira, SEO: Otimização de Sites.

Arquivado em Livros de SEO, no dia 26/5/2010
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